Mulher
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Poesias atrevidas, dirás!
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Mas pode um poeta não o ser,
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Se poesia é vida, amores, sentidos??
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Mas és mulher, repreenderás!
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E pode esta condição
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Privar-me de tais sentimentos?
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Não é comum... retrucarás!
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Não quero que o seja.
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Caso fosse, apenas transcreveria
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Os grandes poetas...
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(esta seria a primeira página
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de um livro idealizado
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e não realizado)
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Maria Cristina Cordini
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Distância
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Eu me odeio por te amar tanto,
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E te odeio por tua indiferença.
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Amor e ódio fundem-se
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E eu me confundo.
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Espero todos os dias
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Mergulhada em minha solidão,
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Que venhas amenizar minha dor
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Calar os soluços
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Enxugar o pranto...
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Mas a solidão cresce
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E eu vou definhando
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Perpetuando uma dor
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Que não envelhece
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Não morre...rejuvenesce...
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Maria Cristina Cordini
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Realidades
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Uma palavra de amor
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Um gesto de carinho,
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Um ato de ternura,
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Uma espera!
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A indiferença é mesquinha:
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Cala a palavra, tolhe o
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Gesto, anula o ato,
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Consuma a espera...
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Maria Cristina Cordini
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Renascer
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Lágrimas? Meus olhos já
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Não mais produzem, tantas foram
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As noites de tristeza e solidão...
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Noites perdidas, chorando
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Um amor não correspondido
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Lágrimas de desespero,
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Por haver te perdido...
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Condenando-me por não Ter
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Sabido conquistar teu amor
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Agora procuras-me...
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E sinto que não foi
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A falta de amor que te levou...
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Maria Cristina Cordini
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Conquista
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Sim, o coração!
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Não, a razão!
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Inicia-se a batalha...
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O coração grita, tenta abafar
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A razão, que impiedosa, fria,
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Mantém-se inabalada...
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Cansado se entrega, então.
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Deixa-se freiar, para que a
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Embriaguez do amor
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Não me torne pedinte,
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À margem de tua indiferença
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Maria Cristina Cordini
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Delírio
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Porque não consigo livrar-me deste
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Sentimento?
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Pertences a outra!
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Busquei o esquecimento...
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Pesei teus defeitos na balança da razão...
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...o amor não tem razão
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Não me importa a outra
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Não me importam teus defeitos
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Nem o mundo que te cerca...
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Só existimos nós.
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Convidas-me: exito
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Mão devo.
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Eu quero!
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O amor fala mais alto...
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...e sou feliz
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Maria Cristina Cordini
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Descortinar
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Deixa eu chegar mais perto,
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De mansinho tocar teus lábios...
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Perder-me em teus beijos...
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Aprofundar-me em teu ser...
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Num abraço te envolver inteiro,
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Como se inteiro coubesses em
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Meus braços...
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Deslizar em teu corpo...
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Te amar...
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Maria Cristina Cordini
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Simplicidade
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Flor,
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Vento,
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Chuva
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Verde do campo
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Murmúrio do mar
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Você!
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Corrermos na praia
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Deitarmos na areia,
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Sentirmos a brisa...
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Voltar para casa,
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Encontrar seus braços,
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Encontrar seus beijos.
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Amar e ser amada...
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Maria Cristina Cordini
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Minha Rotina
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Anoitece...luzes se apagam...
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Linda noite de amor...
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Abraços, carícias mil em nosso ninho...
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Prazeres noite a dentro...
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Amanhece...realidade...
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Minha cama grande e vazia,
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Sonhei...
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Maria Cristina Cordini
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Brasil Brasileiro
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Onde está meu Brasil:
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Do verde e amarelo de minha infância
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Do azul e branco de minha adolescência
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O país tropical de minha juventude???
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Onde está meu Brasil:
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Das praias ensolaradas,
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Da alegria do povo,
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O "celeiro" do mundo???
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O País de Deus...?
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A infância passou,
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O verde desapareceu,
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A esperança acabou,
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O amarelo se "exportou"...
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A adolescência passou,
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O azul escureceu,
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A tempestade desabou,
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O branco enrubesceu,
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O povo protestou!
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A juventude passou,
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O encanto se foi,
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O país tropical, revolucionou!
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A alegria do povo calou,
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O brilho do país mudou,
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O celeiro esvaziou,
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O solo chorou...
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Só restou a crença de ainda ser, Deus,
brasileiro
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Maria Cristina Cordini
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O Sapo
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Lembro, era pequena:
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Andava à noite pelas ruas,
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Olhando de um lado à outro,
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Temendo apareceres de repente.
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Hoje já não cuido mais,
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Tão raro é encontrar-te.
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Acho até que estás quase extinto.
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E extinto me estarias,
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Se um dia desses,
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Nos arredores da cidade,
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Um teu pequeno descendente,
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- Sem que eu notasse -
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Em minha frente não saltasse.
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Grande foi minha surpresa,
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De Temor e estranheza
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Ao ver que ainda existe,
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Um saltador na redondeza!
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Maria Cristina Cordini
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Natalia (minha filha)
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Imaginei-a assim:
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Alegre e faceira
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A correr pela praia,
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Parando aqui e ali
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Fazendo bonecos na areia
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Imaginei-a assim:
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Alegre e faceira
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Rolando na grama
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Subindo na árvore
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Comendo uma fruta
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Imaginei-a assim:
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Alegre e faceira
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A correr pela rua
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Juntando pedrinhas
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Jogando amarelinha
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E Assim ela é:
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Alegre e faceira
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Correndo na praia
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Rolando na grama
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Juntando pedrinhas
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Fazendo a alegria do meu coração
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Maria Cristina Cordini
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Inocência
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Éramos crianças,
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Amor era sinônimo de inocência
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Não havia abraços
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Não havia beijos
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Nem desejos...
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Uma troca de olhares
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As brincadeiras, os risos
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Os gracejos dos amigos...
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Era um lindo namoro!
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Maria Cristina Cordini
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