Tudo começa por uma história a brasileira, um romance de amor.

Em 1998, em Salvador, Bahia, Fred 34 anos, encontra Mônica, 26 anos.
Grande paixão instantânea entre o suíço e a brasileira, que dias depois, resolve fazer uma visita a Geneve para ver seu novo amor.
Muito apaixonada, querendo retornar a Suíça, Mônica faz tudo para conseguir um visto de 3 meses para poder voltar à esse país. Com
isso, meses depois, ela volta para Suíça, mas desta vez, acompanhada de seu filho nascido do primeiro casamento.
Até aqui tudo normal, não?
O casal, totalmente apaixonado, vive momentos felizes e logo se casam.
Sendo assim, em fevereiro de 2003, Mônica recebe autorização de residência na Suíça para viver com Fred.
A vida parece sorrir. De imediato Mônica consegue um trabalho e tudo parece estar num mar de rosas.
Mas logo esse sonho feliz se transforma em triste e pesarosa realidade.
Numa triste noite de dezembro de 2003, os sonhos desapareciam. Fred é acometido de um infarto.
Mônica, desesperada, sozinha, decide continuar seu trabalho, e na dor e no sofrimento, continua lutando para sobreviver. Mas eis, que
recebe um comunicado para deixar a Suíça, pois a lei desse país não autoriza sua residência na atual circunstância.
Mônica mal pode acreditar. Chocada e desesperada, tenta salvar seu trabalho e sua autorização para continuar sua vida ali.
Amigos, advogados, políticos, todos ao lado de Mônica, tentam dividir a mesma dor.
No dia 29 de dezembro, Berne, capital federal, diz não. Mônica tem que deixar a Suíça. Ela e todos seus amigos ficam chocados e
indignados com tal decisão. Mas, na luta de salvar sua residência e seu trabalho, ela recorre ao tribunal, sua única esperança.

NÃO SE BRINCA COM AS LEIS HELVÉTICAS

Ridículas e contra os direitos humanos, essas leis existem e infelizmente, radicalmente são cumpridas.
Triste realidade: Mônica tem que deixar a Suíça.
Várias manifestações, advogados, políticos, todos a seu favor.
A lei explica: - Para que a autorização de residência não perca o valor, um estrangeiro tem que permanecer casado com um suíço por
5 anos.
Para sorte do azar, Mônica esteve casada com Fred por 4 anos, portanto, na obediência da lei, ela perde sua autorização.
A lei federal sobre residência de estrangeiros começa por uma autorização Permis B e depois Permis C.
No caso de Mônica, Berne, a capital federal aplica rigorosamente a lei, contudo, "bate de frente" com o bom sendo da realidade,
tornando-a muito triste e contra os direitos humanos.
Mônica não se encontra frente a um divórcio, mas sim, diante do terrível fato da inesperada morte de seu marido.
Mônica espera em Geneve a decisão do tribunal.
Ela diz que adora o Brasil, telefona várias e várias vezes para sua mãe, tem saudades, mas prefere a tranqüilidade da Suíça á violência
de seu país. E quanto a sua permanência na Suíça, ainda tem muita fé e esperança.
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